Tuesday, June 21, 2005

DAS HORAS IRREVERSÍVEIS

Sei
que o tempo se esgota
inexorável
que pouco ou nada importa
pois já não é como antes fora:
contável;
porque não se conta o que resta,
antes se esquece.
Quem dera
não saber o que hoje sei,
ter doseado a impaciência
seria sinal mais que evidente
de alguma inteligência;
teria a necessidade urgente
de os dias perlongar-
pelo menos os mais belos,
não os deixar escapar
quem sabe,
agarrá-los p´los cabelos.

Começar do princípio
sem ter em vista o fim
acontece a tantos...
mas porquê a mim ?

Bertus

31 Comments:

Blogger MJM said...

"Dos Poemas Irresistíveis"... não era isso?
Amanhã venho cá, trajada a preceito
E deixo-te o comm q calo agora no peito...

5:40 PM  
Blogger concha said...

Impossível começar do princípio sem ter em vista o fim, não?
Se calhar também é um meu defeito de fabrico!
Beijinhos

1:27 AM  
Blogger bruno said...

Epá, faz um poema da chuva...

1:34 AM  
Blogger Yardbird said...

O tempo é o nosso maior inimigo desde que nascemos. É uma fatalidade de que não se foge, nem a correr a sete pés.
Um grande abraço, até já

1:40 AM  
Blogger Raquel V. said...

Pelos cabelos...?
Ai isso é que não!
Que são muito frágeis...
heheeheh
(maldadezinha...)


--
O tempo ecoa-se por entre os dedos, mais rápido que areia e resta-nos tão pouca nas mãos...
--


.
sem mouse mas já aprendi a comentar... oh yahhh!

4:21 AM  
Blogger LibeLua said...

Pois. Porquê a ti, porquê a mim? Mas ainda é cedo para recolher a maré - entre as horas irreversíveis há as que voltam sempre e entre as versíveis há as que ainda podes verter sobre ti como um doce veneno. A vida é para ser (ainda) vivida em pleno. Vai lá aos Poemas de Chinelos e recebes uma transfusão (de palavras), mas quisera de vida. Uma coisa estranha que me deu ontem e não recolheu ainda!
Beijinho.

5:31 AM  
Blogger Menina_marota said...

Nada importa
desse dias que passaram
dessas palavras que escaparam
por entre finos grãos de areia.
Nada importa
as horas perdidas
em memórias esquecidas
de um tempo que passou
O passado
conjuga com o presente
de horas não contadas
de memórias infindáveis
onde o pensamento
não terminou.

Abraço ;)

7:33 AM  
Blogger sotavento said...

Mas porquê a mim
Tão boa mocinha
Há-de dizer sim
E sem caipirinha

E sem caipirinha
Para aliviar
Esta dor a minha
Do tempo esgotar

Nota: foi o que se pode arranjar!... :)

8:15 AM  
Blogger manuel said...

... "Pero yá vem, tengo 85 años y sé me estoy muriendo!" ( salvo seja ). J.L.Borges

Começar pelo príncipio é sempre mto complicado. Anadamos sempre a adiar... Belo poema, Bertus. Abraço

9:15 AM  
Blogger Lyra said...

li. ontem. hoje. cerebro não funciona. calor a dar cumpau. cervejola? beijo

10:01 AM  
Blogger Mushu said...

Do tempo não foges nem que corras muito.

10:10 AM  
Blogger lique said...

Mas se o tempo que te resta
Aquele que não previste
For tempo de não esquecer
Agarrar cada minuto
Não perder um só segundo
Viver o que há p'ra viver?

:) Beijos

1:18 PM  
Blogger Seila said...

mas porquê a mim
perguntas
e eu vou responder
porque não és diverso
do que tinha que ser
ser determinado
nisto do nascer
que ficas marcado
com mais ou menos tempo
sempre hás-de morrer
e viva a vida que dizes viver
que dela aproveites
lhe sejas agradecido
desde este princípio
até mais a gente se ver
PS foi o que se pode arranjar (onde é que eu li isto?!):)

1:20 PM  
Blogger MJM said...

"Sei que o tempo se esgota(...)
que pouco ou nada importa(...)
não se conta o que resta(...)"
E ala que se faz festa!

Só não escrevi 'se faz tarde'
porque usei de inteligência
o S. João que me aguarde
antes que venha a ambulência...

PS - ""foi o que se pode arranjar!... :)"" "(onde é que eu li isto?!):)"
:)

2:10 PM  
Blogger MJM said...

This comment has been removed by a blog administrator.

2:16 PM  
Blogger MJM said...

['postando como MJM',
me dando roda de otário
deveria ter escolhido
'login como outro usuário']
:S

2:19 PM  
Blogger JPD said...

Olá Alberto!

É uma questão ontológica esta de fazer do tempo ou do espaço uma coisa absolutamente nossa e satisfatóriamente inesgotável...Há sempre uma ou outro senão...vários...Tantos, tantos!
Belo poema, amigo!
Um abração

2:22 PM  
Blogger Mitsou said...

Bonito, o poema. Mas nunca é tarde para recomeçar. Fala quem diz e faz :) Beijinhos!

2:48 PM  
Blogger Angela said...

O tempo, carrasco dos mal-encarados. Há que torná-lo sorridente. :)

5:21 PM  
Blogger Pilantra said...

Ena! Vim cair no covil do Porquinho da Índia!...

5:47 PM  
Blogger Nia said...

Ei....não voltes muito muito para trás...é que assim, não te conhecia eu...nem tu a mim.
E no meu tempo, por muito avariado que ande, ainda consigo guardar uns minutos de palavras lidas e saboreadas...e guardar sorrisos teus e meus.E mais hão-de vir.Ir embora não vou.E se for, não vou de vez.Voltarei.Terei de voltar por força de gostar de estar.

5:50 PM  
Blogger yulunga said...

Oh valha-me Deus.
Tu também fazes com cada pergunta...

5:55 AM  
Blogger ccc said...

É só em outubro...tem calma cotinha :). Olha que o caderno é da Leda.
Beijocas

9:19 AM  
Blogger MJM said...

Quando a concorrência ataca...
este
estava no Malapata

1:37 PM  
Blogger sonia said...

cá estou eu a visitar a casa seminova.
depois duma longa ausencia, agora desempregada tenho mais tempo para os amigos blogueiros (sempre a ver o lado positivo das coisas).
beijinhos

1:56 PM  
Blogger Eva Lima said...

"dosear a impaciência"
quem me dera! Mas depois não era eu...

2:52 PM  
Blogger Eva Lima said...

This comment has been removed by a blog administrator.

2:52 PM  
Blogger Clitie said...

:-( nada a declarar...

Bjs

6:16 AM  
Blogger Lua said...

Bertus o conhecimento que lamentas (/mos) não ter do fim, lamentarias igualmente se o tivesses, pois seria ele o responsável pela sensaboria previsível dos dias. Assim como nos fere o telefonema que não chega ou a campainha que não toca, igualmente nos regozija a surpresa da porta que se abre, do e-mail que chega, daquela palavra que se ouve, daquele olhar que ri... A imprevisibilidade destes não compensarão o incómodo dos primeiros? Agrada-me particularmente não saber a que distância estou do fim, nem de toda a felicidade que ainda me separa dele.

Tem um óptimo fim-de-semana Bertus.
Beijinhos

12:02 PM  
Blogger FataMorgana said...

Bonito poema, gostei especialmente do "porque não se conta o que resta"... e da pergunta final (não a fazemos todos?! Eu identifiquei-me.)

Quanto ao novo espaço, li tudo o que aqui tens. Percebi logo o motivo do nome, pois há um seguimento, assim como a necessidade de um novo espaço, já que também há uma ruptura.

Vou continuar a visitar-te, sempre, e emendar o link (mal me dê a coragem para mexer no template, que não sei se sabes mas parece mesmo que está vivo e nem sempre faz o que eu lhe digo!!!) :)
Um beijo

12:14 PM  
Blogger Lyra said...

bom sao joao bom sao pedro bom fim de semana boa vida essas coisas todas e sem pontuaçao nem nada dessas coisas que dao uma trabalheira desgraçada :-))

4:32 PM  

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